Interview with Bosques de Mi Mente

Ignacio Nieto Carvajal – a.k.a. Nacho – is the name behind the project Bosques de Mi Mente and responsible for driving his listeners down the memory lane throughout beautiful and strong notes. Hard not to be touched by his compositions. Here he speaks to so vast is art about his work.
How would you describe your work?
It is hard to describe one self’s work. I would say my artistic output is made of minimalist pieces that attempt to bring back old memories from childhood and set some emotional moods and feelings that are buried deep inside us due to our daytime routine.
What inspires you?
As my artistic name says, I find most of my inspiration deep inside the forests of my mind. Lost memories from my childhood, feelings of things that have already passed, experiences of my early life, some places were I grew up… Sometimes something from the outside gets my attention so powerfully that inspires me, but I think it is more of a reflection of what I have inside. I try to express all this with the only language I can think of: music.
Can you tell us about the mood of your work at NOVA?
The show at NOVA is really minimalistic. My set usually involves some string players, and very colorful visuals of old footage by a VJ I work with here in Madrid. At NOVA, working with Karl, the set was a lot more laid back, intimate and quiet. It is just the piano, the wonderful visuals of Karl dancing on the screen and the quiet hall. It is really powerful in a way, and allows me to use silence in a more striking and dramatic way.
As an artist do you prefer working on your own in collaboration?
I have worked in a bunch of great projects, in collaboration with wonderful artists, but with “Bosques de mi Mente”, I have always preferred to work alone, because the music is strongly linked with my own feelings and memories and I have always thought it would be hard to involve someone else in such a personal process.
What’s the most rewarding thing about being an artist?
For me, it is all about sharing your music for free with the rest of the world. My whole working process is based on the idea that art, culture and music in general are something that belong to the people, that enrich our lives, and that if we all share our little contribution with the rest, as Aristotle said: “The whole is greater than the sum of the parts”. Every time I receive an email saying “Hey, thanks for your music, it made me remember of something I thought it was lost”, that moment alone makes it all worth for me.
What do you love?
Simple things. Sharing time with my couple, practicing some sports, enjoying a good walk, and a good conversation, wandering off the point, and listening to good music. As I grow older, I feel the need for peace and quiet… and that also reflects in my music. That’s maybe my reaction to the stress of life, work, routine, rush… I fight it all with a moment of silence.
What’s playing on your iPod at the moment?
I used to be very aware of new artist in the experimental/ambient/postrock/whatever scene some years ago, but nowadays I’m getting back to the classics, so you can find a lot of Arvo Pärt, Satie, Rachel’s and Debussy on my iPod and when I need something modern/noisy, Radiohead, Los Planetas (a spanish indie band) or Epic45 come to the fore.
What’s next for you?
Even though Bosques de mi Mente has always been something very personal for me, nowadays I am planning to start collaboration with a string quartet in a permanent basis, so we can build music differently, in a more communal way. Also, after “Colores”, I am really interested in something more electronic, I would like to experiment and see what happens.
Text Juliana D Chohfi

Ignacio Nieto Carvajal - a.k.a. Nacho - é o nome por trás do projeto Bosques de Mi Mente e responsável por conduzir os seus ouvintes pelos obscuros caminhos da memória através de lindas notas e de uma força indescritível. Difícil não ser tocado por suas composições. Aqui, ele fala ao so vast is art sobre seu trabalho.
Como você descreveria o seu trabalho?
É difícil descrever seu próprio trabalho. Eu diria que a minha produção artística é feita de peças minimalistas que tentam trazer de volta velhas lembranças da infância e definir alguns e sentimentos e emoções que estão profundamente enterradas dentro de nós devido à nossa rotina durante o dia.
O que te inspira?
Como o meu nome artístico diz, eu acho a maior parte da minha inspiração dentro de profundas florestas da minha mente. Lembranças perdidas da minha infância, sentimentos de coisas que já passaram, experiências de minha infância, alguns lugares onde eu cresci… Às vezes, algo de fora chama a minha atenção de forma tão poderosa que me inspira, mas eu acho que é mais uma reflexão do que eu tenho aqui dentro. Eu tento expressar tudo isso com a única linguagem que eu posso pensar: a música.
Você pode falar um pouco sobre o seu trabalho no NOVA?
O show no NOVA foi extremamente minimalista. Meu set geralmente envolve alguns músicos de cordas e efeitos visuais muito coloridas de imagens antigas feitas por um VJ que trabalha aqui em Madrid. No NOVA, trabalhei com Karl e o conjunto ficou muito mais descontraído, íntimo e tranquilo. Foi apenas o piano, as imagens maravilhosas de Karl dançando na tela e a sala silenciosa. Foi extremamente poderoso de certa forma, e me permitiu usar o silêncio de uma forma mais marcante e dramática ainda.
Como artista, você prefere trabalhar por conta própria ou em colaboração?
Eu trabalhei em um monte de grandes projetos em colaboração com artistas maravilhosos. Mas com “Bosques de mi Mente” eu sempre prefiro trabalhar sozinho, porque a música está fortemente ligada com os meus próprios sentimentos e memórias, e eu sempre achei difícil envolver alguém em tal processo pessoal.
Qual é a coisa mais gratificante de ser um artista?
Para mim, é tudo sobre o compartilhamento de músicas de graça com o resto do mundo. Meu processo inteiro de trabalho está baseado na idéia de que arte, cultura e música em geral são coisas que pertencem ao povo, que enriquecem nossas vidas. E que se todos nós compartilhamos nossa contribuição com o os outros… como disse Aristóteles: “o todo é mais do que a soma de suas partes’”. Toda vez que eu recebo um e-mail dizendo: “Ei, obrigado pela sua música, isso me fez lembrar de algo que eu pensei que estava perdido”, esse momento faz com que tudo valha a pena para mim.
O que você ama?
As coisas simples. Compartilhar meu tempo com os outros, a prática de alguns esportes, desfrutar de uma boa caminhada, e uma boa conversa, vagar por aí e ouvir uma boa música. À medida que envelheço, sinto a necessidade de paz e sossego… e isso também se reflete na minha música. Essa é talvez a minha reação ao estresse da vida corrida, da rotina de trabalho… Eu luto contra isso tudo com um momento de silêncio.
O que está tocando no seu iPod no momento?
Eu costumava ser muito antenado com artistas novo de experimental/ambient/postrock ou qualquer outra cena há alguns anos, mas hoje eu estou de volta aos clássicos, assim você pode encontrar um monte de Arvo Pärt, Satie, Rachel’s and Debussy em meu iPod e quando eu preciso de algo moderno/barulhento, Radiohead, Los Planetas (uma banda indie espanhola) ou Epic45 vêm à tona.
O que vem por aí pra você?
Apesar de Bosques de mi Mente sempre ter sido algo muito pessoal para mim, hoje eu estou planejando para iniciar a colaboração com um quarteto de cordas em uma base permanente, para que possamos construir música diferente, de uma forma mais comunitária. Além disso, após “Colores”, eu estou realmente interessado em algo mais eletrônico, eu gostaria de experimentar e ver o que acontece.
Texto Juliana D Chohfi


























