so vast is art...

anything goes really...art, fine art, design, graphic design, fashion...it's all about life and inspiration...

Marina Abramovic’s MANIFESTO

 

1. An artist’s conduct in his life: 

– An artist should not lie to himself or others 
– An artist should not steal ideas from other artists 
– An artist should not compromise for themselves or in regards to the art market 

– An artist should not kill other human beings 
– An artist should not make themselves into an idol 
– An artist should not make themselves into an idol 
– An artist should not make themselves into an idol 

2. An artist’s relation to his love life: 

– An artist should avoid falling in love with another artist 
– An artist should avoid falling in love with another artist 
– An artist should avoid falling in love with another artist 

3. An artist’s relation to the erotic: 

– An artist should develop an erotic point of view on the world 
– An artist should be erotic 
– An artist should be erotic 
– An artist should be erotic 

4. An artist’s relation to suffering: 

– An artist should suffer 
– From the suffering comes the best work 
– Suffering brings transformation 
– Through the suffering an artist transcends their spirit 
– Through the suffering an artist transcends their spirit 
– Through the suffering an artist transcends their spirit 

5. An artist’s relation to depression:
– An artist should not be depressed 
– Depression is a disease and should be cured 
– Depression is not productive for an artist
– Depression is not productive for an artist 
– Depression is not productive for an artist 

6. An artist’s relation to suicide: 

– Suicide is a crime against life 
– An artist should not commit suicide 
– An artist should not commit suicide 
– An artist should not commit suicide 

7. An artist’s relation to inspiration: 

– An artist should look deep inside themselves for inspiration 
– The deeper they look inside themselves, the more universal they become 
– The artist is universe 
– The artist is universe 
– The artist is universe 

8. An artist’s relation to self-control: 

– The artist should not have self-c ontrol about his life 
– The artist should have total self-control about his work 
– The artist should not have self-control about his life 
– The artist should have total self-control about his work 

9. An artist’s relation with transparency: 

– The artist should give and receive at the same time 
– Transparency means receptive 
– Transparency means to give 
– Transparency means to receive 
– Transparency means receptive 
– Transparency means to give 
– Transparency means to receive 
– Transparency means receptive 
– Transparency means to give 
– Transparency means to receive 

10. An artist’s relation to symbols: 

– An artist creates his own symbols 
– Symbols are an artist’s language 
– The language must then be translated 
– Sometimes it is difficult to find the key 
– Sometimes it is difficult to find the key 
– Sometimes it is difficult to find the key

11. An artist’s relation to silence: 

– An artist has to understand silence 
– An artist has to create a space for silence to enter his work 
– Silence is like an island in the middle of a turbulent ocean 
– Silence is like an island in the middle of a turbulent ocean 
– Silence is like an island in the middle of a turbulent ocean 

12. An artist’s relation to solitude: 

– An artist must make time for the long periods of solitude 
– Solitude is extremely important 
– Away from home 
– Away from the studio 
– Away from family
– Away from friends 
– An artist should stay for long periods of time at waterfalls 
– An artist should stay for long periods of time at exploding volcanoes 
– An artist should stay for long periods of time looking at the fast running rivers 
– An artist should stay for long periods of time looking at the horizon where the ocean and sky meet 
– An artist should stay for long periods of time looking at the stars in the night sky 

13. An artist’s conduct in relation to work: 

– An artist should avoid going to the studio every day
– An artist should not treat his work schedule as a bank employee does 
– An artist should explore life and work only when an idea comes to him in a dream or during the day as a vision that arises as a surprise 
– An artist should not repeat himself 
– An artist should not overproduce 
– An artist should avoid his own art pollution 
– An artist should avoid his own art pollution 
– An artist should avoid his own art pollution 

14. An artist’s possessions: 

– Buddhist monks advise that it is best to have nine possessions in their life: 
1 robe for the summer 
1 robe for the winter 
1 pair of shoes 
1 begging bowl for food 
1 mosquito net 
1 prayer book 
1 umbrella 
1 mat to sleep on 
1 pair of glasses if needed 
– An artist should decide for himself the minimum personal possessions they should have 
– An artist should have more and more of less and less 
– An artist should have more and more of less and less 
– An artist should have more and more of less and less

15. A list of an artist’s friends: 

– An artist should have friends that lift their spirits 
– An artist should have friends that lift their spirits 
– An artist should have friends that lift their spirits 

16. A list of an artist’s enemies: 

– Enemies are very important 
– The Dalai Lama has said that it is easy to have compassion with friends but much more difficult to have compassion with enemies 
– An artist has to learn to forgive 
– An artist has to learn to forgive 
– An artist has to learn to forgive 

17. Different death scenarios: 

– An artist has to be aware of his own mortality 
– For an artist, it is not only important how he lives his life but also how he dies 
– An artist should look at the symbols of his work for the signs of different death scenarios 
– An artist should die consciously without fear 
– An artist should die consciously without fear 
– An artist should die consciously without fear 

18. Different funeral scenarios: 

– An artist should give instructions before the funeral so that everything is done the way he wants it 
– The funeral is the artist’s last art piece before leaving 
– The funeral is the artist’s last art piece before leaving 
– The funeral is the artist’s last art piece before leaving

Marina Abramovic

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1. a conduta de vida do artista:
- o artista nunca deve mentir a si próprio ou aos outros
- o artista não deve roubar idéias de outros artistas
- os artistas não devem comprometer seu próprio nome ou comprometer-se com o mercado de arte
- o artista não deve matar outros seres humanos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos
- os artistas não devem se transformar em ídolos

2. a relação entre o artista e sua vida amorosa:
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista
- o artista deve evitar se apaixonar por outro artista

3. a relação entre o artista e o erotismo:
- o artista deve ter uma visão erótica do mundo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo
- o artista deve ter erotismo

4. a relação entre o artista e o sofrimento:
- o artista deve sofrer
- o sofrimento cria as melhores obras
- o sofrimento traz transformação
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito
- o sofrimento leva o artista a transcender seu espírito

5. a relação entre o artista e a depressão:
- o artista nunca deve estar deprimido
- a depressão é uma doença e deve ser curada
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas
- a depressão não é produtiva para os artistas

6. a relação entre o artista e o suicídio:
- o suicídio é um crime contra a vida
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio
- o artista não deve cometer suicídio

7. a relação entre o artista e a inspiração:
- os artistas devem procurar a inspiração no seu âmago
- Quanto mais se aprofundarem em seu âmago, mais universais serão
- o artista é um universo
- o artista é um universo
- o artista é um universo

8. a relação entre o artista e o autocontrole:
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra
- o artista não deve ter autocontrole em sua vida
- o artista deve ter autocontrole total com relação à sua obra

9. a relação entre o artista e a transparência:
- o artista deve doar e receber ao mesmo tempo
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber
- transparência significa receptividade
- transparência significa doar
- transparência significa receber

10. a relação entre o artista e os símbolos:
- o artista cria seus próprios símbolos
- os símbolos são a língua do artista
- e a língua tem que ser traduzida
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave
- Às vezes, é difícil encontrar a chave

11. a relação entre o artista e o silêncio:
- o artista deve compreender o silêncio
- o artista deve criar um espaço para que o silêncio adentre sua obra
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento
- o silêncio é como uma ilha no meio de um oceano turbulento

12. a relação entre o artista e a solidão:
- o artista deve reservar para si longos períodos de solidão
- a solidão é extremamente importante
- Longe de casa
- Longe do ateliê
- Longe da família
- Longe dos amigos
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de cachoeiras
- o artista deve passar longos períodos de tempo perto de vulcões em erupção
- o artista deve passar longos períodos de tempo olhando as corredeiras dos rios
- o artista deve passar longos períodos de tempo contemplando a linha do horizonte onde o oceano e o céu se encontram
- o artista deve passar longos períodos de tempo admirando as estrelas
no céu da noite

13. a conduta do artista com relação ao trabalho:
- o artista deve evitar ir para seu ateliê todos os dias
- o artista não deve considerar seu horário de trabalho como o de funcionário de um banco
- o artista deve explorar a vida, e trabalhar apenas quando uma idéia se revela no sonho, ou durante o dia, como uma visão que irrompe como uma surpresa
- o artista não deve se repetir
- o artista não deve produzir em demasia
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte
- o artista deve evitar poluir sua própria arte

14. as posses do artista:
- os monges budistas entendem que o ideal na vida é possuir nove objetos:
1 roupão para o verão
1 roupão para o inverno
1 par de sapatos
1 pequena tigela para pedir alimentos
1 tela de proteção contra insetos
1 livro de orações
1 guarda-chuva
1 colchonete para dormir
1 par de óculos se necessário
- o artista deve tomar sua própria decisão sobre os objetos pessoais que deve ter
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos
- o artista deve, cada vez mais, ter menos

15. a lista de amigos do artista:
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito
- o artista deve ter amigos que elevem seu estado de espírito

16. os inimigos do artista:
- os inimigos são muito importantes
- o Dalai Lama afirmou que é fácil ter compaixão pelos amigos; porém, muito mais difícil é ter compaixão pelos inimigos
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar
- o artista deve aprender a perdoar

17. a morte e seus diferentes contextos:
- o artista deve ter consciência de sua mortalidade
- Para o artista, como viver é tão importante quanto como morrer
- o artista deve encontrar nos símbolos da sua obra os sinais dos diferentes contextos da morte
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo
- o artista deve morrer conscientemente e sem medo

18. o funeral e seus diferentes contextos:
- o artista deve deixar instruções para seu próprio funeral, para que tudo seja feito segundo sua vontade
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida
- o funeral é a última obra de arte do artista antes de sua partida

Marina Abramovic


Happy Valentine’s Day

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Jeff  Koons

Hanging Heart (Red/Gold), 1994-2006


Welcome Ai Weiwei!

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Couldn’t be happier! 2013 already feels like an amazing year for arts, culture, design and what else makes our lives brighter and smarter! Here in São Paulo it is time to welcome Ai Weiwei’s first exhibition ever in Brazil at MIS (Museum of Image and Sound).

Ai Weiwei Interlacing presents photographs, videos and texts that were produced by Ai in between 1983 and 2011. For the first time, these works will be exhibited outside Europe and will give the brazilians a chance to get in touch with one of the most influential artists of our time and his controversial social activist works. Too bad we won’t be seeing a lot of Ai around. He is currently held under house arrest in China. #freeaiweiwei

 

Text Juliana D Chohfi

Images World Wide Web

 

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Não podia estar mais feliz! 2013 já tem sabor de um grande ano para as artes, cultura, design e tudo o mais que alimenta a alma e faz a vida mais feliz. Aqui em São Paulo, chegou a vez de dar as boas vindas à primeira exposição de Ai Weiwei no Brasil, que acontecerá no nosso querido MIS. 

Ai Weiwei Interlacing apresentará fotos, vídeos e textos que Ai produziu entre 1983 e 2011. Pela primeira vez esses trabalhos serão exibidos fora da europa dando a chance aos brasileiros de estarem em contato com a obra de um dos artistas mais influentes de nossos tempos. Trabalhos controversos e socialmente ativos, que a gente ama. Infelizmente não vamos ter o ar da graça de Ai que está sob prisão domiciliar na China. #freeaiweiwei

Texto Juliana D Chohfi

Fotos Divulgação


★ Seasons Greetings ★

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Yes, 2012 was a busy year. Great projects, great artists, great art, great interviews and great people that made it all possible. I honestly thought that the blog would only be updated next year with the new layout and design thing going on, but something very special made me change my mind. I received this beautiful card from one of my favorite artists, two actually: Becky and Louise a.k.a. The Good Wives and Warriors. Such a simple, old school and cute gesture that makes me believe it is indeed all worth it. Thank you so much girls! And thank you all for following so vast is art! See you next year and lets spread Art!

Juliana D Chohfi 

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2012 foi um ano bem movimentado. Grandes projetos, grandes artistas, muita arte, muitas entrevistas e repleto de pessoas especiais que tornaram tudo isso possível. Sinceramente, pensei que o blog só seria atualizado ano que vem já com o novo layout, mas algo muito especial me fez mudar de idéia. Recebi esse lindo cartão de umas das minhas artistas preferidas, as britânicas Becky e Louise; a.k.a. The Good Wives and Warriors. Um gesto tão simples, tão old school e especial que me faz acreditar que sim, vale a pena! Obrigada meninas! E muito obrigada à todos que seguem o so vast is art! Feliz Natal! Nos vemos em 2013 para continuar espalhando muita arte!

Juliana D Chohfi


Hi guys! As some of you may have noticed, so vast is art hasn’t been updated lately. I’m sorry about that. I’ve been re-thinking the blog’s layout and decided it is time to freshen up. I’ll be back in January with much more Art and a brand new blog design. Meanwhile you can follow the blog on instagram and twitter @sovastisart, and on facebook as well! If you have any suggestions get in touch. See you soon!

Juliana D Chohfi

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Alô, seguidores do so vast is art! Como alguns já perceberam, o blog não está atualizado como de costume. Peço desculpas, mas estive repensando o layout da página e decidi que está na hora de uma mudança total. Em janeiro estarei de volta com muita Arte e design novinho em folha. Enquanto isso você pode acompanhar o so vast no instagram e twitter seguindo @sovastisart e, no facebook também! Sugestões são sempre bem-vindas. Até jajá!

Juliana D Chohfi


Interview with Cristopher Cichocki

Cristopher Cichocki creates multi-sensory works that intersect art, science and nature. His works depict beautiful neon desert landscapes, fascinating underwater frontiers and a vast range of topographies that mix reality and imagination. Here you find Cristopher’s words about life, art and work. Immerse yourself!


Can you talk a bit about a beautiful paradox I find in your work: the desert and the underwater. 

I live and work in the desert of Southern California’s Coachella Valley, an area that was submerged underwater thousands of years ago. This region is now one of hottest places on earth. Much of the desert’s cacti and tumbleweeds are the surviving seeds of the ancient ocean. The wide-open terrain of this “desert abyss” is an extension of my studio. I create ephemeral sculptures, paintings and installations that can be discovered when least expected in the middle of nowhere. Many of these site-specific works only last for days or moments, while others have a much longer life span. My video and photography documents these actions of flux and transformation. 


In your work what references do you incorporate from the area where you live?

The neon-fluorescent colors in my work accent environmental transformation and hazard. I live near the Salton Sea, California’s largest inland body of water. The fish that you see in my work are found on the shore of the sea where thousands of fish wash up dead each year due to the sea’s unbalanced ecosystem. Scientists estimate 30 years until the Salton Sea becomes a dead sea blowing cancerous dust around Southern California. This would leave endless bird species and indigenous wildlife to face extinction. Unless action is taken soon to prevent this pending catastrophe much of Southern California will be uninhabitable in 30 years. The Salton Sea is an ecological nightmare taking place right before our eyes, yet we neglect the reality and repercussions it will induce down the road. However, this portrayal of nature in collision with man-made decay and abandonment transcends far beyond a regional topic. People interpret my neon fish representing: oil spills, toxic waste and radioactive contamination. 


You mix quite a few medias. Is there one that you like the most?

When I create an installation all of the mediums work together as a hybrid entity. My installation environments generate a multi-sensory feast for the senses where sight, sound, touch, smell, and occasional taste intersect. Because these installations involve all aspects of my work they tend to be the most exciting to produce. 


How does your creative process start?

It differs from day to day; project to project as to how I begin my process. At times I’m completely immersed in a project and the work continues in my dreams. Sometimes the starting point is simply created by exploring new environments or switching up the routine. Every experiment needs its’ variables. 

What developments are you finding in your practice as time goes by?

For the past few years I’ve been incorporating black lights in my work. The technical term for the glowing effect produced from a black light is “ultra violet radiation.” The intensity of color and optical perception in my work has entered into a new realm with this lighting. Historically, black lights and neon colors have been associated with music posters, 80’s fashion, rave culture, etc.. The colors have always been related to some product or manufactured festivity. I believe my use of black lights and fluorescent/neon are exploring new territories and associations.    


How do want or expect the public to react to your work?

My narrative is open to interpretation. However most of my audience ends up having parallel perceptions of what I had intended. I’m taking archetypes of nature and industry, twisting them into new levels of perception. There’s a familiar face to the mutation. I find that people connect with the work regardless of prior art history of training because the work reflects our environment from the beginning of time to present day.


If you could teach one thing to the world, what would that be?

It would be amazing to work with scientists and explore the undiscovered depths of the ocean. To date, we have discovered less than 5 percent of the ocean. The ocean covers 70 percent of the planet’s surface. I would love to incorporate newly discovered elements of the ocean into my art practice.

Text Juliana D Chohfi

Photo cristophersea.com

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Cristopher Cichocki cria obras multi-sensoriais que cruzam ciência, arte e natureza. Suas obras apresentam lindas paisagens de néon no deserto, fronteiras submarinas fascinantes e uma vasta gama de topografias que misturam realidade e imaginação. Aqui você encontra algumas palavras de Cristopher sobre vida, arte e trabalho, claro. É só mergulhar!

Você pode falar um pouco sobre um lindo paradoxo que eu vejo no seu trabalho: o deserto e a vida debaixo d’água.

Eu moro e trabalho no deserto do sul da Califórnia no Vale de Coachella, uma área que estava submersa em águas há milhares de anos atrás. Esta região é hoje um dos lugares mais quentes da Terra. Muitos dos cactos do deserto e alguns tipos de ervas são as sementes sobreviventes do antigo oceano. Todo esse terreno aberto, esse “deserto abismo” é uma extensão do meu estúdio. Eu crio esculturas efêmeras, pinturas e instalações que podem ser descobertas quando menos se espera, no meio do nada. Muitos desses trabalhos que são criados especialmente para o deserto, duram apenas dias ou momentos, enquanto outros têm uma vida útil muito mais longa. Meus vídeo e fotografias documentam essas ações de fluxo e transformação.

Quais referências do lugar onde mora você incorpora no trabalho?

As cores neon e fluorescentes marcam uma transformação ambiental e um certo risco no meu trabalho. Eu vivo perto do Mar Salton, a maior reserva de água em terra da Califórnia. Os peixes que você vê no meu trabalho são encontrados na costa do mar, onde aparecem milhares de peixes mortos todo ano devido ao ecossistema desequilibrado. Os cientistas estimam 30 anos até que o Mar Salton torne-se um mar morto soprando uma poeira cancerosa em torno sul da Califórnia. Isto faria com que intermináveis espécies de aves e animais selvagens entrassem em extinção. Se não se agirmos logo para evitar essa catástrofe o Sul da Califórnia será inabitável em 30 anos. O mar Salton é um pesadelo ecológico acontecendo diante dos nossos olhos, mas nós negligenciamos a realidade e as repercussões ao longo dessa estrada. No entanto, esse confronto da natureza com o homem-feito e decadente transcende muito além de um tema regional. As pessoas interpretam o meu peixe neon como derrames de petróleo, resíduos tóxicos e contaminação radioativa.

Você mistura um bom número de mídias e materiais. Existe algum que você mais gosta?

Quando eu crio uma instalação, todos os meios trabalham em conjunto como uma entidade híbrida. Meus ambientes geram uma festa para os sentidos, onde visão, audição, tato, olfato e paladar se cruzam. Por isso, acho que o envolvimento de todos os aspectos e mídias no meu trabalho tendem a ser o mais interessante mesmo.

Como começa o seu processo criativo?

É diferente a cada dia; de projeto para projeto. Às vezes eu estou completamente imerso em um projeto e o trabalho continua nos meus sonhos. Às vezes, o ponto de partida é simplesmente criado por novos ambientes ou a mudança na rotina. Todo experimento precisa de suas variáveis.

Quais os avanços que você vem encontrando na sua prática artística com o passar do tempo?

Nos últimos anos eu venho incorporando a luz negra no meu trabalho. O termo técnico para o efeito brilhante produzido a partir da luz negra é “radiação ultra-violeta”. A intensidade da cor e a percepção óptica em meu trabalho entrou em um novo nível com esta iluminação. Historicamente, a luz negra e as cores néon têm sido associadas com cartazes de música dos anos 80, moda, a cultura rave, etc. As cores sempre estiveram relacionadas a algum produto fabricado ou a uma festa. Creio que o meu uso de luz negra e cores neon e fluorescentes começam a explorar novos territórios e associações.

Como você quer ou espera que o público a reaja diante do seu trabalho?

Minha narrativa está aberta à interpretação. Entretanto, a maioria do meu público acaba tendo percepções paralelas ao que eu pretendia. Eu estou tomando os arquétipos da natureza e da indústria e distorcendo-os em novos níveis de percepção. Há um rosto familiar para a mutação. Acho que as pessoas se conectam com o trabalho, independentemente da história da arte, do treinamento, porque o trabalho reflete nosso ambiente desde o início do tempo até hoje.

Se você pudesse escolher alguma coisa para mudar no mundo, o que seria?

Seria maravilhoso trabalhar com cientistas e explorar as profundezas desconhecidas do oceano. Até hoje, nós descobrimos algo inferior à 5 por cento do oceano e o oceano cobre 70 por cento da superfície do planeta. Eu adoraria incorporar elementos recém-descobertos do oceano em minha prática artística.

Texto Juliana D Chohfi

Foto cristophersea.com


Ai Weiwei: Never Sorry

Ai Weiwei, needs no big introductions, China’s most famous international artist is well and worldly known for his artwork against censorship, authority and silence. Ai has also raised great awareness to his matter since the Chinese authorities have shut down his blog, beat him up, destroyed his studio, and secretly held him hostage.

Great art, great artist, great story that is now put together in Alison Klayman’s debut film Ai Weiwei: Never Sorry. Klayman gained unprecedented access to Ai while working as a journalist in China and the film reveals details of a contemporary China staring one of its most compelling public figures.

The movie depicts Ai Weiwei, or Ai God as his chinese fans call him, not only as an activist-artist but also as a father, a joker, a random man that is just not sorry and won’t stop until he reaches what he thinks is possible. The film’s opening starts today all around Europe and U.S. Not to be missed!

Text Juliana D Chohfi

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Ai Weiwei, que dispensa grandes apresentações, é o mais famoso artista internacional chinês e é mundialmente conhecido por sua arte contra a autoridade, censura e o silêncio. Ai vem levantando grande consciência para a sua causa desde que as autoridades chinesas fecharam seu blog, destruíram seu estúdio e, secretamente, o mantiveram refém.

Grande arte, grande artista, grande história que é agora apresentada sob a óptica de Alison Klayman em seu primeiro filme Ai Weiwei: Never Sorry (Ai Weiwei: Nunca Arrependido). Klayman ganhou acesso sem limites à Ai enquanto trabalhava como jornalista na China e no filme, revela detalhes de uma China contemporânea estrelando uma de suas figuras públicas mais atraentes e controversas de todos os tempos.

O filme retrata Ai Weiwei, ou Ai God – como seus fãs chineses costumam chamá-lo, não só como ativista e artista, mas também como pai, piadista, um homem comum que não se arrepende e que não vai parar até que atinja o que ele acredita ser possível. A estréia do filme começa hoje em toda a Europa e EUA. Não dá pra perder!

Texto Juliana D Chohfi


Crazy art: Los Carpinteros

Los Carpinteros is the duo project formed by Marco Antonio Castillo Valdés (Cuba, 1971) and Dagoberto Rodríguez Sánchez (Cuba, 1969). Their collaborative pieces begin in watercolors that work as a platform of communication between the two artists. Their absurd drawings and watercolors that mark the initial state of the process are actually sculptures and installations to be. 

Architecture and design are themes that serve the artworks as means to explore socio-political issues. Their works often use humor and play around similarities between local and universal, and the contradictions between form and function, practicality and usefulness, reality and absurdity. so vast is art likes!

Text Juliana D Chohfi

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Los Carpinteros é o projeto da dupla formada por Marco Antonio Castillo Valdés (Cuba, 1971) e Rodríguez Dagoberto Sánchez (Cuba, 1969). Suas peças feitas em colaboração começam nas aquarelas que funcionam como uma plataforma de comunicação entre os dois artistas. Seus desenhos e aquarelas absurdas que marcam o estado inicial do processo são, na verdade, o embrião de esculturas e instalações.

Arquitetura e design são temas que servem às obras de arte como meio de explorar questões políticas e sociasis. Suas obras costumam usar humor e brincar com semelhanças entre o local e o universal, com as contradições entre forma e função, praticidade e utilidade, absurdo e realidade. so vast is art likes!

Texto Juliana D Chohfi


Marina Abramovic: The artist is present

I feel like a teenager waiting for the latest Twilight movie! OK. Maybe that’s a bit too far away but the truth is I’m dying to see Marina Abramovic’s documentary: The artist is Present! As a huge fan of her work I might even camp all night outside the projection rooms just to possibly see her on the big screen; like fans did all across the world…

I’m getting a bit intense here, yeap, Abramovic feelings! Jokes and emotions aside, Marina Abramovic: The Artist is Present is a must see to performance art lovers. The brilliant documentary done by the hands of Matthew Akers depicts the day by day of the “grandmother of performance art” preparing herself to sit still for three months in a performance at the New York Museum of Modern Art. The whole prepping took nothing less than a year, 2010 precisely. 

The piece is the longest-duration solo work of Marina’s career and is said to be by far the most physically and emotionally demanding performance she has ever attempted. Strong images and tension are obviously present in the documentary specially when Ulay (Marina’s greatest love) comes into scene and the public is taken down the memory lane… so vast is art recommends and just can’t wait to see the iconic self-punishing performer turning her own life into performance.

Text Juliana D Chohfi

Eu me sinto como uma adolescente esperando o último filme Crepúsculo! OK. Talvez tenha ido um pouco longe, mas a verdade é que eu estou inquieta pra assistir o documentário Marina Abramovic: The Artist is Present (O Artista está presente)! Como grande fã do trabalho dela eu poderia até passar noites acampada do lado de fora das salas de projeção só para vê-la na telona em primeira mão, como fizeram seus fãs ao redor do mundo…

Estou ficando um pouco intensa aqui, é, Abramovic feelings! Mas piadas e emoções à parte, Marina Abramovic: The Artist is Present é um must see para os amantes da performance. O brilhante documentário feito pelas mãos de Matthew Akers retrata o dia-a-dia da “avó da arte da performance” se preparando para ficar sentada e imóvel por três meses em uma performance no Museu de Arte Moderna de Nova York. Todo esse preparo levou nada menos do que um ano, o de 2010 mais precisamente.

O documentário é o trabalho solo de maior duração da carreira de Marina e diz-se ser de longe o que mais exigiu da artista fisica e emocionalmente. Imagens fortes e tensão estão, obviamente, presentes no documentário, especialmente quando Ulay (grande amor de Marina) entra em cena; e o público é levado pelos cantos da memória das maiores performances da história… so vast is art recomenda e mal pode esperar para ver o ícone da performance em mais uma superação de limites onde a performance se torna a própria vida.

Texto Juliana D Chohfi


Must see: Francesca Woodman @Mendes Wood

Today’s post is specially dedicated to those in São Paulo. A Friday post to those who are staying in town and wondering what to do during the weekend. My suggestion is a must see exhibition going on at one of my favorite galleries in São Paulo, Mendes Wood.

Mendes Wood is now hosting a beautiful exhibition of Francesca Woodman, rare photographs to be seen around here, it’s actually the first time that her work is showcased in Brazil.

The thirty photographs on view at the gallery were taken between 1972 and 1980 and include one of the artist’s first self-portraits, naked and wandering in the forest.

Woodman’s photographs were mostly captured at a slow shutter speed in long exposures and the longer her shutter stayed open, the blurrier and more transparent bodies appeared, until at last they disappeared.

Her work is a converging point of poetry, beauty and mystery; depicting transformation and some kind of supernatural feelings throughout smoothness and yet great force. so vast is art loves and recommends!

* Mendes Wood: Rua da Consolação, 3358, Jardins, São Paulo, SP

Text Juliana D Chohfi

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O post de hoje é especialmente dedicado aos paulistanos. Um post de sexta-feira para aqueles que ficam na cidade nesse feriado e procuram o que fazer durante o fim de semana. Minha sugestão é uma exposição must see que está em uma das minhas galerias favoritas em São Paulo, a Mendes Wood.

A Mendes Wood está agora com a exposição de tirar o fôlego de Francesca Woodman, fotografias raras por aqui, é na verdade a primeira vez que o trabalho de Francesca Woodman é exibido no Brasil.

As trinta fotografias em exibição na galeria foram feitas entre 1972 e 1980 e incluem um dos primeiros auto-retratos nus da artista vagando pela floresta.

As fotografias de Woodman foram em sua maioria capturadas em uma velocidade lenta em longas exposições e quanto mais seu obturador ficava aberto, mais os corpos se desfocavam e mais transparentes apareciam, até finalmente desaparecerem.

Seu trabalho é um ponto de convergência entre beleza, poesia e mistério; retratando sempre uma transformação e algum tipo de sentimento sobrenatural com suavidade e muita, muita força. so vast is art adora e recomenda!

* Mendes Wood: Rua da Consolação, 3358, Jardins, São Paulo, SP

Texto Juliana D Chohfi